Acordei e percebi que estava sozinho na cama, então fui até a cozinha esperando encontrar a Andressa, minha esposa, por lá, encontro apenas uma carta em cima da mesa que dizia:
Eu não aguento mais viver assim, você não tem ambições, não tem metas, está tudo terminado entre nós, apague meu numero do seu telefone.
Eu não aguento mais viver assim, você não tem ambições, não tem metas, está tudo terminado entre nós, apague meu numero do seu telefone.
P.S.: Boa sorte tentando manter o seu empreguinho de merda!
Não entendi a ultima parte da mensagem até que olhei para meu relógio de pulso e descubro que a vagabunda atraso meu despertador em 2 malditas horas:
-“Pronto vou chegar atrasado no trabalho.”- logo penso.
Me visto o mais rápido possível, entro no carro e vou indo para o trabalho, e como se não bastasse ter perdido minha mulher tomo uma multa por excesso de velocidade. Chego no trabalho com mais de 3 horas de atraso, ouço o maior esporro da minha vida, e tenho que ficar absolutamente quieto. Pouco mais de 4 horas de trabalho resolvo pegar um chá para tentar me acalmar. E o maldito do meu chefe começa a me agredir novamente com suas palavras sujas e sem cabimento, eu não aguento ouvir tudo aquilo e com uma raiva incontrolável jogo o chá na cara dele e como por impulso o soco na cara, e peço logo a demissão, saio daquele escritório fervendo em ódio, para receber mais uma MALDITA noticia, meu carro foi rebocado por que eu estacionei em frente a um hidrante. Tenho que ir de ônibus para casa. Não consigo tirar as palavras, as sujeiras que meu chefe disse a mim naquele momento, e isso só servia para me deixar mais furioso, inquieto, que acabo descendo uma parada antes, e não aguentando mais esse dia grito:
- “AHH... vamos seu maldito, piore meu dia, a já sei, É IMPOSSIVEL.”
- “AHH... vamos seu maldito, piore meu dia, a já sei, É IMPOSSIVEL.”
No caminho da minha casa sou abordado por um merda de um ladrão dizendo um dos maiores clichês :
-”Passa tudo aí tio!”
-”Passa tudo aí tio!”
Já sem paciência nenhuma, afinal o que seria da minha vida daqui pra frente, tento desarmar o bandido, e no meio do empurra pra lá puxa pra cá nós dois caímos, e eu sem querer, juro não era a minha intenção, mato o pobre homem. Vejo nos olhos dele um brilho que se esmaece rápido, e o sangue começa a escorrer do corpo dele, não é como nos filmes, eu sem saber o que fazer o deixei ali, sai correndo para minha casa desesperado. Entro no meu quarto, não consigo tirar a imagem daquele homem morrendo da minha cabeça eu grito para espantar a dor de ter assassinado outro ser humano, tão azarado mais ou quanto eu, sento no chão em prantos me perguntado:
-”por que...por que...e..eu não queria...”
Quando percebo que ainda estou com a arma do bandido em punho, que agora era minha, corro para o banheiro boto a arma em baixo no meu queixo, olho no espelho, agora percebo que o mundo é cheio de decisões complexas, perguntas sem respostas, e eu só tenho que decidir em apertar o gatilho ou não
-”por que...por que...e..eu não queria...”
Quando percebo que ainda estou com a arma do bandido em punho, que agora era minha, corro para o banheiro boto a arma em baixo no meu queixo, olho no espelho, agora percebo que o mundo é cheio de decisões complexas, perguntas sem respostas, e eu só tenho que decidir em apertar o gatilho ou não
Vinicius Machado

eu gostei demais :D
ResponderExcluirParabens senhor vinicius ;) me prender em uma leitura é dificel e vc conseguiu! :D