Minha vida era a arte de todos os tipos. A capacidade do ser humano de expressar o sentimento através da arte mesmo nos dias de hoje me fascina.
A vida é uma dadiva que só e dada apreço quando estamos prestes a perde-la, hoje eu dou valor a um belo pôr-do-sol, a luz batendo no trigo dourado, é de animar qualquer um.
Comecei a dar valor a isso tudo quando conheci Rodjer, um maestro de música erudita. Com ele conheci o melhor da noite, lugares que nunca imaginaria que existisse, com pessoas que nunca ousaria encontrar, que se provaram melhores do que imaginava.
Comecei a dar valor a isso tudo quando conheci Rodjer, um maestro de música erudita. Com ele conheci o melhor da noite, lugares que nunca imaginaria que existisse, com pessoas que nunca ousaria encontrar, que se provaram melhores do que imaginava.
Certa noite ele decidiu levar-me para um bar, o John's. Quando entramos fomos direto para o elevador onde havia apenas dois andares, que não eram identificados por número e sim pelos nomes:
Heaven(para subir) e Hell(para descer).
Ele apertou o Heaven. Disse que o hell tinha muita anarquia, não oferecia nada para pessoas de classe como nós. Subimos. Quando saímos do elevador entramos naquele lugar, era muito limpo, todas as pessoas bem arrumadas, no fundo tocava uma musíca linda com uma métrica perfeita como eu nunca ouvira antes. Sentados, ele pediu uma bebida na qual não identifiquei o nome, e nem em que idioma ele pediu. Depois de quase duas horas conversando sobre seus concertos e meu trabalho ele disse que havia algo que gostaria de me dar, assim como foi dado a ele. Então o segui até uma das salas onde havia um piano, criado mudo e um sofá. Ele entrou, sentou-se ao piano, fintou uma musica e disse:
– Me diga Peter você quer ouvir uma obra inédita?
Confirmei com a cabeça. Então começou, cada movimento, cada nota, tudo na musica era perfeito, uma sensação me tomou, era como se eu tivesse sentindo cada centímetro da sala. A musica havia terminado e nem havia percebido. Sentado ao meu lado perguntou:
– Sabe quanto tempo demorei para compor esta melodia?- uma breve pausa de silêncio.
– Cinco anos?- ele deu um sorriso e instantaneamente corrigiu:
– Foram trezentos e cinquenta anos para compor o ato que você acabou de ouvir.- Dei uma risada, mas ele tinha uma expressão séria:
– Co..como assim trezentos e cinquenta anos? Ninguém vive tanto tempo.- Com um olhar tão penetrante, quase hipnotizante:
– Você esta certo, ninguém vive por trezentos e cinquenta anos, mas existe.- Ele disse isso expressando um sorriso irônico.
– O quê? Você esta querendo me dizer que existe a mais de trezentos e cinquenta anos?
– Não meu caro Peter, o que estou querendo dizer é que fui liberto da morte a mais de quatrocentos anos, e quero liberta-lo também.
Houve uma grande pausa, fiquei boquiaberto, não sabia o que dizer diante de tanta maluquice.
– O que me diz?- insistiu
– O que te digo? Digo que isso tudo é no minimo efeito dessa sua bebida! Como pode falar algo assim?- levantei e fui em direção ao elevador- Todo gênio é maluco, só pode!- falei sozinho.
Atravessando o salão, ele parou na minha frente:
– Olha em volta - olhei devagar para o lado onde estavam as mesas, haviam pessoas que sugavam pulsos, pessoas com a boca no pescoço das outras.
– Por favor, você não sabe o quanto foi difícil conseguir permissão para isso!- ele segurou meus braços. - Eu quero eternizar você, mas quero ter a sua permissão.- ele olhava para mim, senti o ar pesado, meu coração estava acelerado. Todos no recinto estavam olhando para nós. Olhei para ele durante alguns instantes.
Desde então apenas louvo o sol se por, o brilho do trigo, por fotos.
– Me diga Peter você quer ouvir uma obra inédita?
Confirmei com a cabeça. Então começou, cada movimento, cada nota, tudo na musica era perfeito, uma sensação me tomou, era como se eu tivesse sentindo cada centímetro da sala. A musica havia terminado e nem havia percebido. Sentado ao meu lado perguntou:
– Sabe quanto tempo demorei para compor esta melodia?- uma breve pausa de silêncio.
– Cinco anos?- ele deu um sorriso e instantaneamente corrigiu:
– Foram trezentos e cinquenta anos para compor o ato que você acabou de ouvir.- Dei uma risada, mas ele tinha uma expressão séria:
– Co..como assim trezentos e cinquenta anos? Ninguém vive tanto tempo.- Com um olhar tão penetrante, quase hipnotizante:
– Você esta certo, ninguém vive por trezentos e cinquenta anos, mas existe.- Ele disse isso expressando um sorriso irônico.
– O quê? Você esta querendo me dizer que existe a mais de trezentos e cinquenta anos?
– Não meu caro Peter, o que estou querendo dizer é que fui liberto da morte a mais de quatrocentos anos, e quero liberta-lo também.
Houve uma grande pausa, fiquei boquiaberto, não sabia o que dizer diante de tanta maluquice.
– O que me diz?- insistiu
– O que te digo? Digo que isso tudo é no minimo efeito dessa sua bebida! Como pode falar algo assim?- levantei e fui em direção ao elevador- Todo gênio é maluco, só pode!- falei sozinho.
Atravessando o salão, ele parou na minha frente:
– Olha em volta - olhei devagar para o lado onde estavam as mesas, haviam pessoas que sugavam pulsos, pessoas com a boca no pescoço das outras.
– Por favor, você não sabe o quanto foi difícil conseguir permissão para isso!- ele segurou meus braços. - Eu quero eternizar você, mas quero ter a sua permissão.- ele olhava para mim, senti o ar pesado, meu coração estava acelerado. Todos no recinto estavam olhando para nós. Olhei para ele durante alguns instantes.
Desde então apenas louvo o sol se por, o brilho do trigo, por fotos.
Vinicius Machado

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