Por que sentimos necessidade de viajar, de explorar o que ainda não foi explorado?
Não será eu quem desvendará este mistério, mas vou ajudar a contribuir para quebra-lo. Vou contar a vocês a desventura que foi viajar 8 horas dentro de um carro, o tédio da hospedagem involuntária, e os mistérios e fracassos de viajar mais 8 horas dentro de um ônibus.
Tudo começou quando meus pais resolveram me despachar de casa por alguns dias, mas essa ideia não partiu deles, apesar de terem vontade. A oportunidade surgiu quando meu pai carente de mim resolveu convidar-me para passar um tempo com ele em Laguna – SC a terra da Anita Garibalde, minha mãe que não é boba nem nada achou a ideia maravilhosa. Então lá fui eu fazer as minhas malas, uma mochila com 3 cuecas, 4 camisetas, 2 calças, 3 bermudas e uma toalha, nossa que gigante. Além das roupas decidi levar dois livros para passar o tempo mais rápido, então peguei O guia do mochileiro das galaxias, nunca deixe a sua terra sem ele, e uma coletânea de contos de Edgar A. Poe. Depois de 2 horas esperando a minha carona chegar para enfim partir e começar a viagem.
Não será eu quem desvendará este mistério, mas vou ajudar a contribuir para quebra-lo. Vou contar a vocês a desventura que foi viajar 8 horas dentro de um carro, o tédio da hospedagem involuntária, e os mistérios e fracassos de viajar mais 8 horas dentro de um ônibus.
Tudo começou quando meus pais resolveram me despachar de casa por alguns dias, mas essa ideia não partiu deles, apesar de terem vontade. A oportunidade surgiu quando meu pai carente de mim resolveu convidar-me para passar um tempo com ele em Laguna – SC a terra da Anita Garibalde, minha mãe que não é boba nem nada achou a ideia maravilhosa. Então lá fui eu fazer as minhas malas, uma mochila com 3 cuecas, 4 camisetas, 2 calças, 3 bermudas e uma toalha, nossa que gigante. Além das roupas decidi levar dois livros para passar o tempo mais rápido, então peguei O guia do mochileiro das galaxias, nunca deixe a sua terra sem ele, e uma coletânea de contos de Edgar A. Poe. Depois de 2 horas esperando a minha carona chegar para enfim partir e começar a viagem.
As primeiras horas da viagem foi do meu pai falando “E as namoradas?” “já tinha viajado para SC?” “Essa é a estrada tal, já tinha passado por ela?” com uma série de respostas minha como:
“aham, tá, é mesmo?”. Cinco horas de viajem ele decide parar para tomar e comer algo. Entramos em uma espécie de mini mercado com fruteira e restaurante, todos te chamavam de jovem, até quem era visivelmente mais jovem que você! Comemos, bebemos e pegamos a estrada. Foi a segunda e ultima parte da viajem que começou a cagar tudo:
Velocidade 80Km/h, 23 horas, todos cansados(na verdade a maioria dormindo). O Pai desvia o olhar da estrada e pergunta para a sua mulher:
– Esquerda ou direita?- Nisso estávamos nos aproximando mais e mais da bifurcação. Ela no alto de sua inteligência responde:
– Como é que eu vou saber?- Nisso a merda já estava feita, entramos canteiro a dentro, pneu furou, criança acordou, um caos.
Saiu eu, com minha toalha, e meu querido, nesse momento mais odiado do que amado, pai para averiguar os danos causados pela distração e falta de informação dele mesmo. Olhando pra lá, olhando pra cá ele resolveu se pronunciar:
“aham, tá, é mesmo?”. Cinco horas de viajem ele decide parar para tomar e comer algo. Entramos em uma espécie de mini mercado com fruteira e restaurante, todos te chamavam de jovem, até quem era visivelmente mais jovem que você! Comemos, bebemos e pegamos a estrada. Foi a segunda e ultima parte da viajem que começou a cagar tudo:
Velocidade 80Km/h, 23 horas, todos cansados(na verdade a maioria dormindo). O Pai desvia o olhar da estrada e pergunta para a sua mulher:
– Esquerda ou direita?- Nisso estávamos nos aproximando mais e mais da bifurcação. Ela no alto de sua inteligência responde:
– Como é que eu vou saber?- Nisso a merda já estava feita, entramos canteiro a dentro, pneu furou, criança acordou, um caos.
Saiu eu, com minha toalha, e meu querido, nesse momento mais odiado do que amado, pai para averiguar os danos causados pela distração e falta de informação dele mesmo. Olhando pra lá, olhando pra cá ele resolveu se pronunciar:
– E agora?- Olhei bem para o rosto dele com uma expressão de desgosto misturada com raiva
– Agora nós pegamos o macaco e trocamos o pneu, não é obvio?- Nisso ele rio
– É claro que é isso que deveríamos fazer, se o estepe não estivesse furado.- Uma longa pausa foi dada, um olhar de fúria foi trocado. Tudo que eu consegui, e pude, fazer foi voltar pro carro e pegar o celular para que ligássemos para algum guincho. A nossa sorte foi que arressem havíamos passado o pedágio e o guincho estava por perto. Tudo resolvido pegamos a estrada novamente, que acabou demorando mais do que o esperado. Todo mundo sabe que o nosso querido país incia obras, mas como todos também sabem o nosso amado país demora eternidades para termina-las. Nos últimos quilômetros não passamos de 20Km/h por conta das obras que estavam sendo feitas nas estradas.
Finalmente chegamos. Eu peguei a minha mochila, pus no quarto e já fui dando boa noite a todos, a fim de que entendessem o recado e deixassem eu dormir, e funcionou!
No dia seguinte me obriguei a acordar cedo, para que eles não causassem meu mau humor tentando me acordar. Levantei abri a porta cruzei a sala, a cozinha, sem deixar cair o sorriso amarelo de bom dia meus queridos do rosto, entrei no banheiro, lavei rosto escovei os dentes e fui tomar meu café da manhã. Mais tarde eu resolvi tentar ler um pouco, mas não deu, então fui ver TV com a minha irmã
– Agora nós pegamos o macaco e trocamos o pneu, não é obvio?- Nisso ele rio
– É claro que é isso que deveríamos fazer, se o estepe não estivesse furado.- Uma longa pausa foi dada, um olhar de fúria foi trocado. Tudo que eu consegui, e pude, fazer foi voltar pro carro e pegar o celular para que ligássemos para algum guincho. A nossa sorte foi que arressem havíamos passado o pedágio e o guincho estava por perto. Tudo resolvido pegamos a estrada novamente, que acabou demorando mais do que o esperado. Todo mundo sabe que o nosso querido país incia obras, mas como todos também sabem o nosso amado país demora eternidades para termina-las. Nos últimos quilômetros não passamos de 20Km/h por conta das obras que estavam sendo feitas nas estradas.
Finalmente chegamos. Eu peguei a minha mochila, pus no quarto e já fui dando boa noite a todos, a fim de que entendessem o recado e deixassem eu dormir, e funcionou!
No dia seguinte me obriguei a acordar cedo, para que eles não causassem meu mau humor tentando me acordar. Levantei abri a porta cruzei a sala, a cozinha, sem deixar cair o sorriso amarelo de bom dia meus queridos do rosto, entrei no banheiro, lavei rosto escovei os dentes e fui tomar meu café da manhã. Mais tarde eu resolvi tentar ler um pouco, mas não deu, então fui ver TV com a minha irmã
com a minha irmã, Fernanda, a mais jovem. Assistindo TV quando começa a passar um comercial da vodol, se não me engano, e no comercial mostra uma pessoa passando pomada na virilha de um bebê “macho”. Ela que tem apenas 5 anos de idade arregala os olhos e diz:
– Que nojo!- Diante daquela situação. Sem saber o que fazer ou falar pergunto:
– Por que que nojo Fê?- Ela sem prestar muita atenção na minha pergunta continua:
– Ele não tem aquele negocio rosa embaixo.-Foi isso mesmo o que eu pensei(hã?!?!?!)
– Só tem essa bola com uma pelanca em cima!
– Que nojo!- Diante daquela situação. Sem saber o que fazer ou falar pergunto:
– Por que que nojo Fê?- Ela sem prestar muita atenção na minha pergunta continua:
– Ele não tem aquele negocio rosa embaixo.-Foi isso mesmo o que eu pensei(hã?!?!?!)
– Só tem essa bola com uma pelanca em cima!
--Continua--

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